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Engenharia Química é nota 4 em avaliação de reconhecimento do MEC

GRADUAÇÃO

Organização didático-pedagógica, Corpo docente e Infraestrutura foram as três categorias analisadas
publicado: 13/04/2017 12h49 última modificação: 13/04/2017 12h56

A Engenharia Química do câmpus Pelotas recebeu conceito 4 - o máximo é 5 - em recente avaliação de reconhecimento realizada pelo Ministério da Educação (MEC). A nota obtida, que coloca o curso na lista dos melhores do Rio Grande do Sul, servirá como uma espécie de selo de qualidade, comprovando a excelência do ensino oferecido na instituição e abrindo as portas do mundo do trabalho para os alunos formados nesta graduação.

Na chamada visita in loco, a equipe designada pelo MEC aplicou um instrumento de avaliação alicerçado em três categorias - Organização didático-pedagógica, Corpo docente e Infraestrutura – e seus respectivos desdobramentos. Embora o conceito final tenha sido 4, o curso obteve diversas notas 5 em diferentes itens listados dentro de cada uma das categorias. Destaque para o Corpo docente, com sete notas 5.

“O reconhecimento, com conceito final 4, basicamente traduz toda a experiência do corpo docente do instituto como um todo e a qualidade da infraestrutura adquirida ao longo de mais de 35 anos de história do ensino técnico em Química. Dessa forma, a verticalização do ensino na área de Química, no IFSul, se consolida com a oferta dos cursos técnico em Química (nível médio), de graduação em Engenharia Química e de mestrado em Engenharia e Ciências Ambientais”, avalia o professor Régis da Silva Pereira, coordenador da Engenharia Química durante o período em que foi aplicada a avaliação.

Segundo o professor Jander Monks, atual coordenador, a Engenharia Química iniciou suas atividades em julho de 2013 e conta com mais de 50 docentes em seu quadro, de diferentes áreas, a maioria doutores e pesquisadores. Monks ressalta que, conforme o relatório de avaliação enviado pelo MEC, também merecem destaque as notas 5 atribuídas ao acervo da biblioteca, no que diz respeito à bibliografia básica; ao estágio curricular supervisionado, considerado exemplar pelos avaliadores não apenas na busca de convênios e pelo bom atendimento, mas também na garantia das condições de segurança e orientação em todas as etapas do processo; e ao apoio discente, com ações de assistência estudantil que abrangem auxílios transporte, alimentação e moradia, além de atendimento médico-odontológico gratuito.

Para a próxima avaliação, a chamada renovação de reconhecimento, a coordenação da Engenharia Química não quer apenas manter o conceito final 4. Com base no potencial e na qualidade do curso, o objetivo é conquistar a nota máxima, e, para isso, já foi dado o pontapé inicial.

Conforme Monks, já foram feitas reuniões com as coordenadorias de matemática e física e a coordenação pedagógica, bem como com a direção de ensino, para melhor adequar o curso aos pontos que devem ser mais trabalhados. O Núcleo Docente Estruturante (NDE) também já foi acionado e vai ajudar a coordenação na tarefa de avaliar o relatório e propor iniciativas para adequar a Engenharia Química ao que foi solicitado pela equipe do MEC. Estão confirmados ainda encontros com o Diretório Acadêmico (DA) e os representantes dos alunos no Colegiado para que eles auxiliem na coleta de demandas e sugestões dos alunos, visando à melhoria do curso quanto à estrutura e grade curricular.

“Vamos nos reunir também com a nova direção do câmpus para expor o relatório e solicitar que medidas sejam tomadas para que consigamos trabalhar melhor alguns pontos”, adianta o coordenador, que faz questão de ressaltar que o conceito final 4 na avaliação de reconhecimento é resultado de um trabalho de equipe, já que diferentes coordenadorias e áreas do câmpus Pelotas compartilham professores com a Engenharia Química.

A importância da base

Foi a fama de instituição referência em qualidade do ensino que colocou o IFSul na vida de Gabriela Dutra Alves, de 22 anos. Com exemplos e incentivos que vêm da própria família - o pai é formado em Eletrotécnica e o primo cursa Eletrônica -, a estudante, hoje no 7º semestre de Engenharia Química, ingressou no câmpus Pelotas ainda muito jovem, aos 14 anos, decidida a fazer o curso técnico integrado em Química. Era o início de uma história de amor à primeira vista com o instituto, que parece estar longe do capítulo final.

Se depender de Gabriela, sua trajetória no IFSul não se encerrará na graduação. A estudante já tem planos de cursar o recém-criado mestrado em Engenharia e Ciências Ambientais. A dúvida está apenas em seguir ou não a carreira docente.

“Depois do curso técnico, optei por continuar minha graduação na Engenharia Química porque me senti mais segura e confiante aqui no IFSul. Já sabia da qualidade dos professores e acredito muito no projeto do curso”, afirma Gabriela, que em nenhum momento se arrependeu da escolha.

Para ela, o conceito final 4 obtido pela Engenharia Química é motivo de orgulho, fruto de um trabalho de todos. “Estou muito feliz em fazer parte desse processo de construção e crescimento do curso. Todos estão de parabéns”, comemora a estudante, que já está na história por fazer parte da primeira turma de alunos da Engenharia Química, cuja formatura está prevista para o segundo semestre de 2018 – final de 2018/1 pelo calendário letivo do câmpus Pelotas.

Exemplos como o de Gabriela são exaltados pelo coordenador Jander Monks. O professor afirma que a verticalização do ensino é bem marcada na área de Química, que conta com cursos dos três níveis: médio, graduação e pós-graduação. Desde o curso técnico em Química, o aluno é incentivado a participar de projetos de pesquisa, muitos deles sendo contemplados com bolsas do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e da Fapergs (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul). Por isso, para ele, o sucesso dessa verticalização está na valorização da base.

“A nossa base é o curso técnico em Química, é daí que vem o aporte de estrutura, de docentes. Somos uma equipe, e todos são responsáveis pelos resultados positivos”, ressalta Monks.

Para o diretor-geral do câmpus Pelotas, Rafael Blank Leitzke, o fato de a Engenharia Química ter sido reconhecida pelo MEC, ainda mais com um conceito tão alto, é uma prova de que todas as decisões tomadas, no sentido de otimizar e compartilhar a força de trabalho docente e a estrutura física na área de Química, foram as mais acertadas.

“Foram investidos cerca de R$1,4 milhão em obras no prédio da química (leia a matéria completa sobre a obra), que irão beneficiar perto de 1mil alunos da área de Química, principalmente com a construção de novos laboratórios e qualificação dos já existentes. Trabalhamos muito forte nos últimos anos, e o conceito final 4 nesta avaliação vem a coroar o empenho de todos”, reforça Leitzke.

Na quarta-feira (12), em comemoração à nota 4 do curso, foi realizada uma confraternização no CTG do câmpus, organizada pela coordenadoria da Engenharia Química, que contou com a presença de estudantes, professores e dirigentes da instituição.