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Alunos da eletrônica participam de competição científica nos Estados Unidos

Dispositivo de Análise e Monitoramento de Estufas, o Diana, concorre com projetos do mundo todo na Genius Olympiad
publicado: 14/06/2018 10h02, última modificação: 14/06/2018 10h02

Os alunos Carlos Eduardo Lopes Bastos e Gustavo Ludtke da Silva, do curso técnico em eletrônica do câmpus Pelotas, estão nos Estados Unidos representando o IFSul em uma das competições cientificais mais importantes voltadas ao meio ambiente, a Genius Olympiad. No evento, que acontece na cidade de Oswego, no estado de Nova York, a dupla apresentará o premiado Diana, dispositivo criado para análise e monitoramento de estufas, e concorrerá com estudantes de nível médio de todo o mundo.

A vaga para participar da Genius Olympiad veio após o primeiro lugar conquistado por Carlos Eduardo e Gustavo na categoria Engenharia Eletrônica, na 32ª Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), realizada em outubro de 2017, em Novo Hamburgo (RS). Antes, eles também haviam vencido a 6ª Mostra de Educação, Ciência e Tecnologia (Mostrarob), categoria Mecatrônica e Eletroeletrônica, promovida pelo câmpus Pelotas do IFSul.

Para Carlos Eduardo, representar o Brasil em solo norte-americano, em um evento que dará visibilidade ao projeto de pesquisa aplicada desenvolvido no Laboratório 14 do câmpus Pelotas, é um sonho realizado e que mostra o verdadeiro potencial transformador da educação.

“O que conseguimos fazer no Laboratório 14 nos mostra que somos capazes de ir além do que imaginamos. É uma nova forma de ver a educação, onde o ensino transcende a sala de aula, comprovando que através do desejo do estudante e do apoio do professor podemos realmente contribuir para a formação de um novo cidadão. Cidadão que pode vir a se tornar um grande pesquisador e mover as engrenagens transformadoras do mundo, cada vez mais competitivo e carente de mentes pensantes”, destaca.

Sobre o Diana e a sua utilidade para o homem do campo, Gustavo afirma que o dispositivo foi criado para facilitar a vida do produtor rural, cujo ganha-pão depende do sucesso de sua produção, muitas vezes ameaçada por variações inesperadas do clima.

“O Diana tem por objetivo proporcionar ao usuário um sistema eletrônico que atue na busca por garantir as condições climáticas ideais para o cultivo, proporcionando um bom desenvolvimento da produção. O dispositivo possibilita visualizar os dados de temperatura, luminosidade, umidade relativa do solo e do ar em tempo real, e o sistema atua automaticamente controlando estas propriedades”, explica. “É importante buscar tornar o planeta mais agradável e menos cruel aos que virão depois de nossa existência. Medicina, agricultura, filosofia, artes, eletrônica, enfim, todas as áreas de conhecimento devem estar unidas na busca por despertar em cada aluno o desejo de real mudança”, completa Gustavo.

A dupla ficará nos Estados Unidos até o dia 17 de junho, domingo. Em todas as etapas até o embarque os estudantes contaram com o apoio da direção do câmpus Pelotas. Já as despesas referentes à viagem foram custeadas pela Reitoria do IFSul.

Visibilidade

A relevância do projeto tecnológico desenvolvido pela dupla não chamou a atenção apenas dos avaliadores da 32ª Mostratec. Durante o evento realizado em outubro do ano passado, a educadora argentina Silvina Marín se encantou pelo Diana e pelas possibilidades de otimização de produção que o dispositivo pode proporcionar a agricultores daquele país.

Ainda na Mostratec, Silvina formalizou o convite para que Carlos Eduardo e Gustavo apresentassem, em maio deste ano, o projeto a produtores rurais da região de Mendoza, na Argentina, e também a alunos de uma escola da cidade de General Alvear, que, na ocasião, participavam de uma feira de arte e tecnologia. A missão foi cumprida com sucesso e rendeu muitos frutos para ambos os lados.

“Muita informação, muitas ideias e a possibilidade de futura implantação de um projeto piloto, junto à escola agrícola, tornaram esta experiência inesquecível para alunos e professores dos dois países. Não há o que pague essa experiência”, diz o professor do câmpus Pelotas, Rafael Galli, orientador do projeto Diana.

Galli lembra ainda que o grupo também havia recebido um outro convite, desta vez para uma importante feira tecnológica na Escócia, No entanto, a viagem não pode ser realizada porque não foi possível arrecadar, em tempo hábil, o dinheiro para viabilizar a participação.

O próximo compromisso dos alunos inventores do Diana será em julho, quando representarão o Brasil em um evento na Rússia, a convite da Rede do Programa de Olimpíadas de Conhecimento (Rede POC), programa de intercâmbio científico que tem como objetivo estimular o interesse entre os estudantes pela ciência, tecnologia e inovação.